O promotor Paulo José de Palma, secretário executivo da Promotoria Criminal de Taubaté, destacou a iniciativa da Câmara Municipal em liderar um movimento com objetivo de envolver diversos setores da sociedade no combate à criminalidade no município.
“O que mais chamou a atenção do MP de Taubaté foi justamente o interesse da Câmara no combate à criminalidade ou na mantença da segurança pública. Pela lei, o grande interesse da segurança pública é do Estado e da União, mas não podemos nos esquecer que todo cidadão vive no município,” afirmou, em entrevista ao apresentador Carlos Marcondes no programa Diálogo Franco.
A proposta de regularizar o horário de funcionamento dos bares da cidade, conhecida como lei ‘fecha bar’, foi defendida pelo promotor que, em março, esteve na Câmara para oferecer apoio do Ministério Público à criação da lei e à frente de combate à criminalidade.
“Vale destacar o exemplo de Santo Amaro, onde os índices de criminalidade caíram assustadoramente. O imperioso é que conversemos a respeito. Nós temos as chamadas consultas públicas, em que qualquer um pode se manifestar,” ponderou, lembrando que, em Santo Amaro, os promotores de justiça foram os responsáveis pela conscientização dos comerciantes sobre a necessidade do fecha bar.
O promotor destacou a relevância do envolvimento de diversos setores da sociedade na batalha pela diminuição da violência, colocando o fecha-bar como uma das alternativas necessárias.
“Combate criminalidade passa por muitas frentes, o fecha bar é uma delas. Só ele não vai ser suficiente para diminuir os altos índices de violência. Só vamos conseguir combater com eficácia a criminalidade se toda a sociedade de modo uniforme e coeso colaborar.”