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Balanço divulgado pela Secretaria de Transportes de São José dos Campos consolidou a avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, na zona leste, como a via campeã de multas por excesso de velocidade em 2009. Foram aplicadas 14.449 multas --média de quase 40 por dia. Como a via figurava entre as mais violentas em 2008, três radares foram instalados para tentar coibir o excesso de velocidade e reduzir o número de acidentes. Para serem flagrados pelos "pardais" na Juscelino Kubitscheck os infratores precisam passar acima de 68 km/h, sendo que o limite máximo permitido é de 60km/h. De acordo com a legislação de trânsito a velocidade pode ser excedida em 20%. "Na JK nosso critério para a instalação de radares foi o número alto de acidentes, atropelamentos e outras infrações cometidas. É o mesmo critério que seguimos para a instalação de radares em outros pontos da cidade" afirmou o secretário de Transportes, Anderson Faria. Já em 2008 a avenida Cidade Jardim, na zona sul, liderou a lista das vias onde os radares mais multaram por excesso de velocidade, com 6.595 autuações. Quando comparado com 2009 a redução chega a 63%. MAIS RADARES - No ano passado, a Prefeitura de São José instalou mais 11 radares --agora a cidade tem 53 equipamentos espalhados por todas as regiões da cidade. A estrutrura de fiscalização ainda conta com mais quatro radares móveis que fazem a rotatividade diária em ruas e avenidas e cinco lombadas eletrônicas. Já para este ano, segundo a Secretaria de Transportes, a instalação de mais radares está descartada. Em um período de seis meses, o motorista Juscelino Ribeiro, 41 anos, levou seis multas por excesso de velocidade. "Reconheço que estava acima da velocidade na JK. Lá não têm jeito, passou acima, pegam mesmo. Mas para não perder a carteira eu transferi as multas para outra pessoa", disse Ribeiro. Reflexo direto da presença dos radares nos pontos considerados críticos da malha viária, o número de multas aplicadas pela fiscalização eletrônica aumentou 44,78% em 2009. Somando todos os tipos de atuações, o crescimento foi de 17,74%. Segundo Faria, os equipamentos também podem ter contribuído para o recorde na arrecadação com multas no ano passado, quando os cofres municipais receberam R$ 9,8 milhões dos motoristas infratores. "Acho que o número de radares está bem equilibrado porque ainda temos um trabalho de engenharia e educação para o trânsito com o objetivo de diminuir os acidentes", afirmou o secretário de Transportes. O especialista em trânsito e professor de Engenharia da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Ronaldo Garcia, o radar deve ter caráter educativo. "Não pode haver excesso. O equipamento tem que facilitar a fiscalização e complementar outras medidas educativas", disse o especialista.