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A Polícia Civil recolheu sete armas que estavam em posse da Guarda Civil Municipal durante a reintegração de posse na área do Pinheirinho. Os revólveres --todos calibre 38-- serão periciados.
Suspeita-se, segundo inquérito instaurado no 3º Distrito Policial de São José, que a corporação tenha efetuado disparos, “com munição letal”, contra o sem-teto David Washington Castor Furtado, 30 anos, em frente ao centro de triagem montado pela prefeitura em frente à ocupação para cadastrar as famílias desalojadas.
Os sete guardas que portavam as armas e faziam a segurança do local já foram ouvidos pela polícia.
Além do inquérito policial, o comando da Guarda Civil Municipal abriu sindicância para apurar a suspeita de que os guardas teriam se utilizado de munição letal para dispersar manifestações dos sem-teto.
Furtado foi atingido nas costas --ele permanece internado no Hospital Municipal, sem risco de morte.
A Polícia Militar nega que o disparo tenha sido efetuado por seus homens. A Guarda Municipal também.
O inquérito da Polícia Civil ainda não tem data para ser concluído. A sindicância aberta pela prefeitura deve ter resultados preliminares até o final desta semana.
Relato. Ontem, o relator do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), que investiga supostos abusos dos agentes de segurança na desocupação do Pinheirinho, Renato Simões, afirmou que Furtado teria apontado um guarda municipal como autor do disparo.
“Ele disse que identifica o autor do tiro como uma guarda municipal e se dispõe a reconhecê-lo, mas pede segurança”, disse Simões.
O relator afirmou ainda que o tiro não causou danos à coluna de Furtado. Mas não se descarta a possibilidade de sequelas após a recuperação.