Cerca de 60% dos diagnosticados com câncer são tabagistas e têm dificuldades de abandonar o cigarro
Mais da metade da população brasileira diagnosticada com câncer não consegue largar o cigarro, revela pesquisa divulgada pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
Entre os 6.000 atendimentos com fumantes, um a cada três diagnosticados com câncer (cerca de 60%) afirmaram serem tabagistas logo que procuraram tratamento.
Isso acontece segundo a médica clínica de tratamento do tabagismo do CAPS-AD (Centro de Atenção Psico Social-Álcool e Drogas) de São José, Mariza Bazzani, porque as doenças relacionadas ao cigarro já não são suficientes para deixar o vício porque os métodos de prevenção se tornaram comum e sem impactos.
O autônomo Gabriel Marques de Oliveira, 47 anos, deixou de fumar depois de 34 anos por conta própria. Os motivos foram uma chamada de atenção do chefe e um cansaço repentino.
"Estava na rua quando senti falta de ar e tontura. Percebi que minha saúde estava frágil e resolvi largar".
Efeitos do tabaco.
Para quem luta contra o câncer é mais difícil porque o tabaco está relacionado a três comportamentos: físico, psicológico e hábitos sociais. Além disso, o fumante pode apresentar pressão arterial alta, risco de doenças cardiovasculares, infecções respiratórias, depressão, ansiedade, entre outros.
Alternativa
Denominado pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) de Abordagem Mínima ao Fumante, os pacientes dependentes de tabaco podem passar por terapia comportamental, que é a sociabilização sem o cigarro e terapia cognitivo comportamental, que é traçar a melhor estratégia de hábitos sem o cigarro, e ainda a reposição de nicotina através de gomas de mascar, adesivos que são colocados na pele, medicação específica de antidepressivos e ainda há pessoas que utilizam o cigarro eletrônico, o que é menos recomendado .
Câncer.
Para os pacientes oncológicos, o atendimento e o tratamento devem ser as pressas porque a chance de ter outro tipo de câncer é maior e a quimioterapia pode surtir efeito menor no organismo, o que prejudica o tratamento e, muitas vezes a cura.